quarta-feira, 28 de setembro de 2016


Amor ao próximo


Hoje nosso post é sobre um assunto muito importante, o amor ao próximo.
Vivemos em uma sociedade onde as pessoas tem seu tempo muito corrido e muitas vezes não percebem suas atitudes com o próximo. Por todos os lados que andamos nos deparamos com pessoas desconhecidas e a tratamos realmente como desconhecidos, muitas vezes somos incapazes de dar um simples olhar ou um singelo sorriso, pois nosso tempo é preciso. Percebem que com as crianças é diferente? A criança cativa as pessoas com um olhar, ela está sempre sorrindo, não importa se é conhecido ou não, ela se aproxima e sem menos esperar já parece que se conhecem a muito tempo, não ver maldade em nada, simplesmente quer ser feliz, esse sim é o lado bom de ser criança.
O mundo precisa de mais adultos com espírito de criança. Nós pais e professores cobramos das nossas crianças respeito e amor ao próximo, mas será que nós adultos passamos esses exemplos para nossas crianças? A criança é o que os pais são para elas, então vamos repensar nossas atitudes e demonstrar mais amor ao próximo.
O mundo, com certeza, se tornaria um lugar melhor se todos nós aprendêssemos a amar aqueles que convivem com a gente, aqueles que não conhecemos ou aqueles que nunca chegaremos a conhecer. Espalhe amor e colha seus frutos!
Este livro que indicaremos hoje é da escritora: LENIRA ALMEIRA HECK, tem uma história muito legal sobre como juntos podemos mudar vidas e a união é que faz acontecer.


No Reino das Letras Felizes



“As letras são elos que unem os homens através da comunicação.
Ler e escrever são experiências inigualáveis”.
JULIA VEHUIAH ( Lenira Almeira Heck )


No Reino das Letras Felizes
[...]
Num lugar muito distante, existia um reino silencioso, habitado apenas por Letras. Elas eram muito desunidas: via cada uma para si, e nunca se reuniam para formar uma palavra sequer.


A rainha Alfa, que era muito divertida, resolveu acabar com aquele silêncio. Chamou os seus conselheiros – Beta, Gama e Ômega – e ordenou:
- Quero que organizem um Grande Baile e que convidem todas as letras do reino e também dos demais reinos.
A rainha também disse:
- Quero que as Letras do Reino usem a criatividade e façam algumas apresentações a fim de marcar para sempre a História do Reino.


Tão logo a notícia se espalhou, houve grande alvoroço. Foi um corre-corre, uma pensa-pensa... Cada letra queria ter a melhor ideia.
Pensaram, pensaram, mas não conseguiram imaginar nada. Até que resolveram se juntar. Conversa vai, conversa vem, uma delas falou:
- Companheiras, uma letra só serve para nada, mas, se nos unirmos, poderemos transformar a vida deste reino para sempre.


A letra G explicou tim-tim por tim-tim o seu plano. Algumas letras mal-humoradas acharam tudo aquilo uma invenção maluca, sem pé nem cabeça.
Depois de muita conversa, todas acabaram concordando com a sugestão da letra G e iniciaram-se os ensaios. Aos poucos, surgiu uma grande amizade entre elas.


Depois de alguns meses... Finalmente chegou a grande noite. As letras aguardavam ansiosas o início do baile. Alguém anunciou:
- Sua Majestade.... Alfa! E enquanto a orquestra real tocava, a rainha entrou no luxuoso salão.


Ao terminar a música, a rainha comunicou:
- Nesta noite serão apresentadas as Letras que formarão o Alfabeto. Com elas, estabelecemos a comunicação oral e escrita neste reino.


A cerimônia teve início com a apresentação das seguintes letras:
A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V X Z


Em seguida, a rainha separou as letras vogais e ordenou que, em alguns casos, elas fossem MAIÚSCULAS; em outros, minúsculas:


A E I O U
a e i o u
..
E escolheu também as letras consoantes:


B C D F G H J L M N P Q R S T V X Z
b c d f g h j l m n p q r s t v x z


também homenageou as letras:
Y W K


As letras ficaram felizes. Pareciam estar vivendo um conto de fadas.


A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T W U V X Y Z


O fotógrafo real, para eternizar o momento, reuniu as letras para fotografia oficial:


ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTWUVXYZ
abcdefghijklmnopqrswuvxyz


As Letras surpreenderam a todos e, ao som da orquestra, graciosamente cantaram:


« todas as crianças
entram para a escola (2, 3x)
para ler e escrever
e também contar histórias»
(Melodia, Marcha soldado.)


Por fim, as letras homenagearam as crianças do reino, cantando:


«CRIANÇA FELIZ»


"Criança feliz, feliz a cantar
Alegre embalar o seu sonho infantil
Oh! Meu Bom Jesus! Que a todos conduz,
Olhai as crianças do nosso Brasil!
Criança com alegria
Qual um bando de andorinhas
Viram Jesus que dizia:
Vinde a mim as criancinhas!


Criança feliz, feliz a cantar...»


A partir daquele dia, as Letras se mantiveram unidas. Aquele Reino ficou conhecido como o “Reino das Letras Felizes”.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Olá pessoal!
Vamos falar um pouco sobre preconceitos e diferenças?
Quero em primeiro lugar pedir para que os pais e professores que estão lendo este post, que parem para refletir sobre o assunto.
Pois todos os dias nos deparamos com situações que envolvem intolerância por parte das nossas crianças em relação as diferenças. Por isso acredito que seja tão importante essa reflexão por parte dos adultos, pois nenhuma criança nasce com preconceito, pelo contrário ela se torna preconceituosa. Devemos orientar nossas crianças que em nossa essência todos somos iguais, independente da raça, do sexo, da religião, do sotaque, do biotipo físico, e que o respeito é a base de tudo, que não existe o burro, o feio, o gordo ou magro de demais, o negro, o alto ou baixo demais e etc… Mas existe sim o diferente, e em relação ao certo ou errado, existe o adequado e o inadequado, pois cada um tem seu ponto de vista. Pare para refletir só assim nossas crianças viverá em um mundo melhor.
Então hoje indicaremos o livro da escritora Patricia Santana “ Minha Mãe É Negra Sim”


                                         nove





Desde o dia que a professora de Artes disse a ele que pintasse sua mãe de amarelo, que ficava mais bonito, Eno ficou entristecido. Uma tristeza fininha que doía e doía, e ele sem saber falar por quê.

Não havia entendido direito o porquê de a professora fazer aquela sugestão, quase exigência, pelo o tom e pela dureza de sua fala.

Naquele dia não quis desenhar mais nada nem colorir. A professora esperou por seu desenho, que não veio. Não veio também aquele sorriso largo de todo dia, que ele lançava pra Dona Lia, que ficava no portão vendo as crianças da escola indo embora.

Chegou em casa mudo. Não correu para os braços do pai, que sempre o esperava na hora do almoço.

Correu para seu cantinho lá no terreiro.

Cantinho feito com um monte de caixas de banana que ele pegava no sacolão da sua rua.

Era um esconderijo de menino. Menina não entrava, adulto também não. Somente os bons amigos e, de vez em quando, seu cachorro vira lata simba.

Nem do simba queria saber aquele dia.

Não comeu o quiabo com angu que seu pai pôs no prato nem aceitou o bocado de paçoca deixado por tia Nini na ultima visita.

O pai achou tudo aquilo esquisito, ia esperar pela mulher para ver se descobriam o motivo do banzo do Eno.

Os dias foram passando, e cada dia pai e mãe estranhavam mais a tristeza do menino. Ele nem queria ir a aula. Um dia inventou dor de cabeça. Outro dia perdeu a hora. No outro apareceu com o uniforme todo molhado de leite.

Amuado pelos cantos, Eno pensava no sentido de tudo. E não encontrava respostas. Ele era preto, seu pai e sua mãe também. Por que não podia pintar sua mãe de preto?
Já ficava chateado com alguns apelidos que alguns meninos lhe davam, tudo coisa ou bicho. Mas a professora dizer a ele que pintasse a mãe de amarelo? Era demais.

Depois de uns dias de silêncio, Eno pediu para ir a à biblioteca do bairro. Seu pai, satisfeito pela pequenina mudança, deixou.

Eno foi direto procurar no dicionário o significado da palavra preto. Lá não viu muita coisa boa, achou de novo tudo muito esquisito.

Voltou para casa triste de demais. Queria melhorar, mas não conseguia, ainda mais na quinta feira, que era dia de seu avô fazer a visita de sempre.

Vovô Damião já estava sentado no banquinho, na frente da casa, com seu chapéu no colo e guarda chuva do lado. O vô logo viu a tristeza do menino neto. Que banzo é esse menino? Eno já sabia que banzo era uma tristeza de preto, vinha do tempo da escravidão, a saudade da terra, o medo da solidão em outros mares…

Eno não suportava mais tanto silêncio e resolveu contar ao avô o motivo da agonia.

O avô ouviu tudo, pensou, mastigou vento, coçou a cabeça. E começou. Falava de uma forma que só avô sabe, dando uma aula mansa, contando do tempo antigo, falando das coisas de hoje em dia. Falou do racismo, das dificuldades que as pessoas negras enfrentam e enfrentam para serem aceitas neste mundo.

Eno ouvia, fazia perguntas. Vô Damião falou do orgulho que tinha de sua família, que lutava para viver com dignidade, e disse uma coisa a Eno, de que ele nunca mais se esqueceu: “ a boniteza desse mundo está nas diferenças, diferenças de tudo quanto é jeito: de pessoas, de cores de gente e flores, de tamanhos, de línguas e costumes,de sotaques, de jeitos de ficar alegre e triste”. Eno era motivo de alegria para sua família, era um presente divino para todos. Não podia ficar triste para sempre.

Naquela sexta feira, dia do pai, dia de força e energia, resolveu voltar par a escola e enfrentar a professora. No dia anterior, ele tinha ficado até tarde caprichando em seu desenho, desenho de mãe negra, como era a sua.

O sorriso voltou ao rosto para presentear Dona Lia.

A professora, no corredor, recebeu o desenho feito com orgulho e dignidade: “ Professora, meu desenho de mãe, não pintei de amarelo, pintei de preto em negro como é a minha mãe, como é a jabuticaba, o ébano, a beleza da noite escura.Pintei com a cor de mim mesmo”.

A professora olhou espantada, mas percebeu a seriedade da situação. E Eno completou: Qualquer dia desses meu vô vem aqui dar aula, pra todos aprenderem sobre a nossa história”.

Na cabeça de Eno, tocava uma música que seu avô havia cantado para ele: “ Eu sou negro sim, como Deus criou. Sei lutar pela vida, cantar liberdade, gostar dessa cor. Eu sou negro sim...

domingo, 18 de setembro de 2016

ATITUDES CIDADÃS

Olá pessoal, hoje em nosso blog iremos falar sobre cidadania.
Infelizmente a cada dia que passa nossas crianças se mostram mais egoístas, e assim como os pais, a escola também deve orientar as crianças desde cedo a ter atitudes cidadãs… Então para começar hoje indicaremos um livro que tem uma história bem legal, com uma linguagem simples que tanto os familiares como os professores poderão ler para suas crianças. E através dessa leitura orientar as crianças que vivemos em sociedade e que dependemos uns dos outros para que essa convivência funcione.
O livro que vamos indicar é da escritora Ruth Rocha,
“MEUS LÁPIS DE COR SÃO SÓ MEUS”.

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/galerias/imagem/0000002537/md.0000036783.jpg
A Lulu estava muito contente naquele dia.
É que era o dia do aniversário dela.
Quando ela chegou da escola já encontrou a mamãe preparando a festa.

O bolo já estava pronto, os brigadeiros, as balas e os pirulitos.
O papai estava enchendo as bolas e a tia Mari estava botando a mesa na sala.
Todos almoçaram na cozinha para não atrapalhar as arrumações.

Então Lulu tomou banho e vestiu sua roupa nova, que a mamãe tinha comprado para ela. E se arrumou toda e a mamãe botou nela um pouquinho de água de colônia.

O primeiro convidado que chegou foi o priminho da Lulu, o Miguel.
Depois chegou a Taís, o Arthur e o Caiã e todos os colegas do colégio.

E ficaram todos brincando no jardim.

Aí todos entraram para abrir os presentes.

Depois foram soprar as velinhas e cantar parabéns.

Lulu gostou de todos os presentes, mas o que ela mais gostou foi da caixa grande de lápis de cor que se abria feito uma sanfona e que tinha todas, mas todas as cores, mesmo.

Depois que todos foram embora a Lulu foi dormir e ela até botou a caixa de lápis de cor do lado da caminha dela.

Então, logo de manhã, a Lulu já se sentou na mesa da sala, pegou o bloco grande de desenho e começou a fazer um desenho bem bonito, com seus novos lápis. Aí chegou o Miguel, que veio passar o dia com ela.

Ele se sentou junto da Lulu e disse que também queria desenhar.
Mas Lulu não quis nem por nada emprestar os lápis a ele.
- Os meus lápis de cor são só meus! – ela disse.

A mãe de Lulu ficou zangada:
- Que é isso, minha filha? Os dois podem desenhar muito bem. Empreste os lápis para o seu primo!
Mas o Miguel já estava enjoado dessa conversa, e foi para fora andar de bicicleta.

A Lulu desenhou casinhas e desenhou bonecas e desenhou um pato e um elefante. E pintou todos os desenhos com seus lápis novos e mostrou para a mamãe. Mamãe disse que estavam todos ótimos, mas que ela guardasse os desenhos e os lápis que ela precisava preparar a mesa para o almoço.

A Lulu juntou todos os lápis, mas, em vez de guardar na caixa, que é o melhor jeito para se guardar lápis, ela botou os lápis em cima do bloco e foi para o quarto, equilibrando tudo.

Ela foi subindo as escadas, subindo as escadas, até que já estava chegando lá em cima, quando ela perdeu o equilíbrio e deixou os lápis caírem todos escada abaixo. Os lápis rolaram pela escada e foram batendo, batendo, batendo nos degraus.

A Lulu desceu as escadas e viu que todas as pontas dos lápis estavam quebradas. Então ela começou a chorar, que os lápis estavam estragados e que nunca mais ela ia poder desenhar. O Miguel, que estava brincando lá fora, veio correndo para ver o que tinha acontecido.

Então ele disse à Lulu:
- Não chore não, Lulu, eu vou buscar meu apontador lá em casa e eu aponto todos os seus lápis. E ele foi e logo ele chegou com o apontador.

O Miguel apontou todos os lápis da Lulu.
Então a Lulu convidou:
- Miguel, você não quer desenhar comigo?

E o Miguel veio e eles fizeram uma porção de desenhos, e o Miguel ensinou a Lulu a fazer um automóvel e a Lulu ensinou o Miguel a fazer um elefante. Aí o Miguel ensinou a Lulu a fazer um foguete que voava direitinho. E a Lulu ensinou o Miguel a recostar umas bonecas engraçadas.

E a Lulu se divertiu muito mais do que quando ela ficava desenhando sozinha...