segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Cantigas e Brincadeiras de roda



Estamos vivendo em uma época em que as cantigas e brincadeiras de roda está ficando cada vez mais esquecida, elas retratam toda uma cultura de várias gerações. O folclore de um determinado local vai sendo construído aos poucos através não só de cantigas de roda, mas também de histórias populares contadas oralmente.
Trabalhar as cantigas e brincadeiras de roda nas escolas é muito importante pois faz com que as crianças exercitem naturalmente o corpo, desenvolva o raciocínio e a memória, aprendam a se organizar em uma roda e também obtenham conhecimentos para compreender o mundo. Através das cantigas e brincadeiras de roda as crianças desenvolvem capacidades de ouvir e de se expressar, vamos estimular nossas crianças a se mexer com as cantigas e brincadeiras de roda de algumas gerações passada.
Temos aqui algumas das cantigas de roda mais populares:


  • Ciranda, Cirandinha:




Ciranda cirandinha
Vamos todos cirandar!
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar
O anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou
Por isso, dona Rosa
Entre dentro desta roda
Diga um verso bem bonito
Diga adeus e vá se embora
  • Se essa rua fosse minha
Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Para o meu
Para o meu amor passar
Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
É porque
É porque te quero bem


  • Terezinha de Jesus




Terezinha de Jesus deu uma queda
Foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos de chapéu na mão
O primeiro foi seu pai
O segundo seu irmão
O terceiro foi aquele
Que a Tereza deu a mão
Terezinha levantou-se
Levantou-se lá do chão
E sorrindo disse ao noivo
Eu te dou meu coração


Dá laranja quero um gomo
Do limão quero um pedaço
Da morena mais bonita
Quero um beijo e um abraço



  • Marcha soldado










Marcha Soldado
Cabeça de Papel
Se não marchar direito
Vai preso pro quartel


O quartel pegou fogo
A polícia deu sinal
Acuda acuda acuda
A bandeira nacional

Essas são apenas algumas das inúmeras cantigas de roda que fazem a alegria da criançada.

domingo, 2 de outubro de 2016

Olá pessoal!

Hoje em nosso blog iremos falar sobre o sedentarismo.
Vivemos em uma época em que a tecnologia reina, felizmente e infelizmente ao mesmo tempo. A tecnologia nos traz muita comodidade, hoje conseguimos fazer quase tudo sem sair de casa, diferente do tempo de nossos avós, mas com isso estamos cada vez mais sedentários e distantes uns dos outros. Em relação a nossas crianças, percebemos que cada dia que passa o número de crianças acima do peso ideal só aumenta, pois a tecnologia nos traz a praticidade das comidas rápidas, fazendo com que a nossa escolha por alimentos saudáveis quase não aconteça, pois não é muito prático, e ainda temos os jogos eletrônicos que contribuem muito para o sedentarismo e consequentemente para o sobrepeso.
Então gostaríamos de convidar os pais a refletirem sobre a alimentação de seus filhos, será que estão oferecendo alimentos saudáveis para seus? E em relação as atividades física, estão incentivando as crianças a se mexer?
Pensando nessas questões queremos relembrar uma brincadeira muito antiga e que hoje não vemos as crianças brincando nas ruas ou nos quintais, e que é muito interessante, pois faz as crianças se mexer, trabalha o raciocínio lógico, o equilíbrio, a coordenação motora, a socialização e as regras, estamos falando do jogo da amarelinha. Segue abaixo algumas dicas de como brincar de amarelinha, espero que todos gostem, e comecem a incentivar seus filhos a brincar.

 O JOGO DA AMARELINHA

A amarelinha tem o nome de origem Francesa e foi trazida ao Brasil pelos Portugueses e rapidamente se tornou popular por poder ser jogada em praticamente qualquer lugar com pouco espaço.
Na Roma antiga, gravuras mostram crianças brincando de amarelinha nos pavilhões de mármore nas vias. O caminho ou percurso da amarelinha simbolizava a passagem do homem pela vida, por isso em uma das pontas ficava o céu e, na outra o inferno.  A brincadeira de amarelinha também conhecida como sapata, macaca, academia, jogo da pedrinha e pula macaco, é muito conhecida do universo infantil, faz parte do cotidiano das crianças e constituí-se basicamente em um diagrama riscado no chão e dividido em casas numeradas, que deve ser percorrido respeitando as regras pré-estabelecidas. O jogo possui dezenas de variações, podendo mudar de formato como por exemplo: Amarelinha tradicional, amarelinha caracol, amarelinha das formas geométrica, amarelinha orelha, amarelinha da matemática e etc.
                                 
  •          Amarelinha Orelha




  • Amarelinha da Matemática

       

                 

  • Amarelinha das Formas Geométricas

           


             
  • Amarelinha Tradicional

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  • Amarelinha Caracol

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Existem algumas possibilidades para se jogar amarelinha e todas envolvem habilidades motoras como locomoção, manipulação e equilibração, além de desenvolver a criatividade, o raciocínio lógico, a lateralidade, noções de respeito as regras e a esperar pela vez. Se quiser  pode trocar os números por letras, partes do corpo, formas geométricas, animais e ir fazendo jogos diferentes e adaptando as gregas.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

sábado, 1 de outubro de 2016



A importância da Leitura

Este é mais um post importantíssimo que tem como objetivo discutir sobre como pais e professores podem desafiar as crianças a usar a criatividade para se sobressair de algumas  situações. A leitura é a ferramenta mais importante para o desenvolvimento do ser humano, é papel dos pais e professores orientar e estimular as crianças a ler, é preciso mostrar como a leitura pode ser prazerosa e divertida. Os resultados virão lá na frente, com bons desempenhos escolares e adultos muito mais seguros e bem preparados.
Nossa indicação de hoje, é um livro muito divertido da escritora Patricia Rae Wolff
onde irá despertar a imaginação e a curiosidade das crianças e ao mesmo tempo incentivar a importância de ir a escola.

O Duende da ponte
Livro - Duende Da Ponte, O
Hoje era o primeiro dia de aula e Teo não queria se atrasar. Engoliu o café da manhã, pegou a mochila e despediu-se da sua mãe com um beijo.
– Tenha um bom dia – ela falou – e cuidado com o duende.
– Sim, mamãe – respondeu Teo.
Ele atravessou o campo, subiu o morro e desceu pelo longo caminho. Quando chegou na ponte, parou e olhou em volta.
No momento em que Teo pisou na madeira apodrecida da ponte, um duende medonho e terrível saltou à sua frente.
– Essa ponte é MINHA! – rosnou o duende.
– Mas eu preciso atravessar a ponte para ir à escola – disse Teo.
– Por quê? – perguntou o duende.
– Para ficar inteligente.
– Essa não é uma boa razão – falou o duende.
– Eu tenho que ir à escola porque minha mãe mandou – disse Teo.
– Ah – disse o duende – ESSA é uma boa razão.
Teo começou a atravessar a ponte.
– Espere! – disse o duende, pulando à frente de Teo – Esta ponte é MINHA e tem pedágio. Você tem de pagar um centavo para cruzá-la.
Teo pensou um pouco. Não podia pagar um centavo todos os dias para ir à escola. Ele teria de entrar em acordo com o duende.
– Tenho uma ideia – disse Teo – Vamos brincar de adivinha. Se você responder certo, eu não atravesso a ponte. Mas se eu responder, atravesso de graça hoje...
O Teo conseguiu atravessar a ponte neste dia, mas será que teo conseguirá se safar dessa todos os dias? Essa é uma história de charadas e adivinhas e para Teo conseguir atravessar a ponte todos os dias ele vai ter que ser muito criativo.



quarta-feira, 28 de setembro de 2016


Amor ao próximo


Hoje nosso post é sobre um assunto muito importante, o amor ao próximo.
Vivemos em uma sociedade onde as pessoas tem seu tempo muito corrido e muitas vezes não percebem suas atitudes com o próximo. Por todos os lados que andamos nos deparamos com pessoas desconhecidas e a tratamos realmente como desconhecidos, muitas vezes somos incapazes de dar um simples olhar ou um singelo sorriso, pois nosso tempo é preciso. Percebem que com as crianças é diferente? A criança cativa as pessoas com um olhar, ela está sempre sorrindo, não importa se é conhecido ou não, ela se aproxima e sem menos esperar já parece que se conhecem a muito tempo, não ver maldade em nada, simplesmente quer ser feliz, esse sim é o lado bom de ser criança.
O mundo precisa de mais adultos com espírito de criança. Nós pais e professores cobramos das nossas crianças respeito e amor ao próximo, mas será que nós adultos passamos esses exemplos para nossas crianças? A criança é o que os pais são para elas, então vamos repensar nossas atitudes e demonstrar mais amor ao próximo.
O mundo, com certeza, se tornaria um lugar melhor se todos nós aprendêssemos a amar aqueles que convivem com a gente, aqueles que não conhecemos ou aqueles que nunca chegaremos a conhecer. Espalhe amor e colha seus frutos!
Este livro que indicaremos hoje é da escritora: LENIRA ALMEIRA HECK, tem uma história muito legal sobre como juntos podemos mudar vidas e a união é que faz acontecer.


No Reino das Letras Felizes



“As letras são elos que unem os homens através da comunicação.
Ler e escrever são experiências inigualáveis”.
JULIA VEHUIAH ( Lenira Almeira Heck )


No Reino das Letras Felizes
[...]
Num lugar muito distante, existia um reino silencioso, habitado apenas por Letras. Elas eram muito desunidas: via cada uma para si, e nunca se reuniam para formar uma palavra sequer.


A rainha Alfa, que era muito divertida, resolveu acabar com aquele silêncio. Chamou os seus conselheiros – Beta, Gama e Ômega – e ordenou:
- Quero que organizem um Grande Baile e que convidem todas as letras do reino e também dos demais reinos.
A rainha também disse:
- Quero que as Letras do Reino usem a criatividade e façam algumas apresentações a fim de marcar para sempre a História do Reino.


Tão logo a notícia se espalhou, houve grande alvoroço. Foi um corre-corre, uma pensa-pensa... Cada letra queria ter a melhor ideia.
Pensaram, pensaram, mas não conseguiram imaginar nada. Até que resolveram se juntar. Conversa vai, conversa vem, uma delas falou:
- Companheiras, uma letra só serve para nada, mas, se nos unirmos, poderemos transformar a vida deste reino para sempre.


A letra G explicou tim-tim por tim-tim o seu plano. Algumas letras mal-humoradas acharam tudo aquilo uma invenção maluca, sem pé nem cabeça.
Depois de muita conversa, todas acabaram concordando com a sugestão da letra G e iniciaram-se os ensaios. Aos poucos, surgiu uma grande amizade entre elas.


Depois de alguns meses... Finalmente chegou a grande noite. As letras aguardavam ansiosas o início do baile. Alguém anunciou:
- Sua Majestade.... Alfa! E enquanto a orquestra real tocava, a rainha entrou no luxuoso salão.


Ao terminar a música, a rainha comunicou:
- Nesta noite serão apresentadas as Letras que formarão o Alfabeto. Com elas, estabelecemos a comunicação oral e escrita neste reino.


A cerimônia teve início com a apresentação das seguintes letras:
A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V X Z


Em seguida, a rainha separou as letras vogais e ordenou que, em alguns casos, elas fossem MAIÚSCULAS; em outros, minúsculas:


A E I O U
a e i o u
..
E escolheu também as letras consoantes:


B C D F G H J L M N P Q R S T V X Z
b c d f g h j l m n p q r s t v x z


também homenageou as letras:
Y W K


As letras ficaram felizes. Pareciam estar vivendo um conto de fadas.


A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T W U V X Y Z


O fotógrafo real, para eternizar o momento, reuniu as letras para fotografia oficial:


ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTWUVXYZ
abcdefghijklmnopqrswuvxyz


As Letras surpreenderam a todos e, ao som da orquestra, graciosamente cantaram:


« todas as crianças
entram para a escola (2, 3x)
para ler e escrever
e também contar histórias»
(Melodia, Marcha soldado.)


Por fim, as letras homenagearam as crianças do reino, cantando:


«CRIANÇA FELIZ»


"Criança feliz, feliz a cantar
Alegre embalar o seu sonho infantil
Oh! Meu Bom Jesus! Que a todos conduz,
Olhai as crianças do nosso Brasil!
Criança com alegria
Qual um bando de andorinhas
Viram Jesus que dizia:
Vinde a mim as criancinhas!


Criança feliz, feliz a cantar...»


A partir daquele dia, as Letras se mantiveram unidas. Aquele Reino ficou conhecido como o “Reino das Letras Felizes”.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Olá pessoal!
Vamos falar um pouco sobre preconceitos e diferenças?
Quero em primeiro lugar pedir para que os pais e professores que estão lendo este post, que parem para refletir sobre o assunto.
Pois todos os dias nos deparamos com situações que envolvem intolerância por parte das nossas crianças em relação as diferenças. Por isso acredito que seja tão importante essa reflexão por parte dos adultos, pois nenhuma criança nasce com preconceito, pelo contrário ela se torna preconceituosa. Devemos orientar nossas crianças que em nossa essência todos somos iguais, independente da raça, do sexo, da religião, do sotaque, do biotipo físico, e que o respeito é a base de tudo, que não existe o burro, o feio, o gordo ou magro de demais, o negro, o alto ou baixo demais e etc… Mas existe sim o diferente, e em relação ao certo ou errado, existe o adequado e o inadequado, pois cada um tem seu ponto de vista. Pare para refletir só assim nossas crianças viverá em um mundo melhor.
Então hoje indicaremos o livro da escritora Patricia Santana “ Minha Mãe É Negra Sim”


                                         nove





Desde o dia que a professora de Artes disse a ele que pintasse sua mãe de amarelo, que ficava mais bonito, Eno ficou entristecido. Uma tristeza fininha que doía e doía, e ele sem saber falar por quê.

Não havia entendido direito o porquê de a professora fazer aquela sugestão, quase exigência, pelo o tom e pela dureza de sua fala.

Naquele dia não quis desenhar mais nada nem colorir. A professora esperou por seu desenho, que não veio. Não veio também aquele sorriso largo de todo dia, que ele lançava pra Dona Lia, que ficava no portão vendo as crianças da escola indo embora.

Chegou em casa mudo. Não correu para os braços do pai, que sempre o esperava na hora do almoço.

Correu para seu cantinho lá no terreiro.

Cantinho feito com um monte de caixas de banana que ele pegava no sacolão da sua rua.

Era um esconderijo de menino. Menina não entrava, adulto também não. Somente os bons amigos e, de vez em quando, seu cachorro vira lata simba.

Nem do simba queria saber aquele dia.

Não comeu o quiabo com angu que seu pai pôs no prato nem aceitou o bocado de paçoca deixado por tia Nini na ultima visita.

O pai achou tudo aquilo esquisito, ia esperar pela mulher para ver se descobriam o motivo do banzo do Eno.

Os dias foram passando, e cada dia pai e mãe estranhavam mais a tristeza do menino. Ele nem queria ir a aula. Um dia inventou dor de cabeça. Outro dia perdeu a hora. No outro apareceu com o uniforme todo molhado de leite.

Amuado pelos cantos, Eno pensava no sentido de tudo. E não encontrava respostas. Ele era preto, seu pai e sua mãe também. Por que não podia pintar sua mãe de preto?
Já ficava chateado com alguns apelidos que alguns meninos lhe davam, tudo coisa ou bicho. Mas a professora dizer a ele que pintasse a mãe de amarelo? Era demais.

Depois de uns dias de silêncio, Eno pediu para ir a à biblioteca do bairro. Seu pai, satisfeito pela pequenina mudança, deixou.

Eno foi direto procurar no dicionário o significado da palavra preto. Lá não viu muita coisa boa, achou de novo tudo muito esquisito.

Voltou para casa triste de demais. Queria melhorar, mas não conseguia, ainda mais na quinta feira, que era dia de seu avô fazer a visita de sempre.

Vovô Damião já estava sentado no banquinho, na frente da casa, com seu chapéu no colo e guarda chuva do lado. O vô logo viu a tristeza do menino neto. Que banzo é esse menino? Eno já sabia que banzo era uma tristeza de preto, vinha do tempo da escravidão, a saudade da terra, o medo da solidão em outros mares…

Eno não suportava mais tanto silêncio e resolveu contar ao avô o motivo da agonia.

O avô ouviu tudo, pensou, mastigou vento, coçou a cabeça. E começou. Falava de uma forma que só avô sabe, dando uma aula mansa, contando do tempo antigo, falando das coisas de hoje em dia. Falou do racismo, das dificuldades que as pessoas negras enfrentam e enfrentam para serem aceitas neste mundo.

Eno ouvia, fazia perguntas. Vô Damião falou do orgulho que tinha de sua família, que lutava para viver com dignidade, e disse uma coisa a Eno, de que ele nunca mais se esqueceu: “ a boniteza desse mundo está nas diferenças, diferenças de tudo quanto é jeito: de pessoas, de cores de gente e flores, de tamanhos, de línguas e costumes,de sotaques, de jeitos de ficar alegre e triste”. Eno era motivo de alegria para sua família, era um presente divino para todos. Não podia ficar triste para sempre.

Naquela sexta feira, dia do pai, dia de força e energia, resolveu voltar par a escola e enfrentar a professora. No dia anterior, ele tinha ficado até tarde caprichando em seu desenho, desenho de mãe negra, como era a sua.

O sorriso voltou ao rosto para presentear Dona Lia.

A professora, no corredor, recebeu o desenho feito com orgulho e dignidade: “ Professora, meu desenho de mãe, não pintei de amarelo, pintei de preto em negro como é a minha mãe, como é a jabuticaba, o ébano, a beleza da noite escura.Pintei com a cor de mim mesmo”.

A professora olhou espantada, mas percebeu a seriedade da situação. E Eno completou: Qualquer dia desses meu vô vem aqui dar aula, pra todos aprenderem sobre a nossa história”.

Na cabeça de Eno, tocava uma música que seu avô havia cantado para ele: “ Eu sou negro sim, como Deus criou. Sei lutar pela vida, cantar liberdade, gostar dessa cor. Eu sou negro sim...